Nas últimas semanas, Fernanda Costa Sousa não teve mãos a medir para dar resposta às encomendas de cavacas. “Nem houve tempo para fazer um bilharaco, nem uma filhós”, testemunhou a doceira, de 67 anos, originária de Arrancada do Vouga, em Águeda, e que há “uns 50 anos” é presença assídua nas Festas de São Gonçalinho, em Aveiro. Produz para vender na sua banca, mas também para fornecer a mordomia. Contas feitas, nas últimas semanas teve que produzir umas “três toneladas e meia” de cavacas, “tudo cozido a forno a lenha”, vincava a poucas horas de começar a ver os seus doces (e de outros produtores) a serem atirados do alto da capela. Assim vai ser ao longo dos próximos dias, e até segunda-feira, em honra de um santo que as gentes do bairro da Beira-Mar, em Aveiro, tratam por “menino”. Além da “chuva” de cavacas, a festa promete grandes concertos, arruadas e celebrações religiosas. E muitos brindes com licor de alguidar, a bebida de menta produzida na Beira-Mar.

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