O seu nome faz quase a unanimidade entre os primeiros-ministros socialistas europeus, que são apenas quatro, e entre o Partido Socialista Europeu. A primeira-ministra da Dinamarca, também socialista, fez campanha para o lugar de presidente do Conselho Europeu, mas as suas hipóteses são escassas. É de um país do Norte, o que, com a mais do que provável escolha de Von der Leyen para a Comissão, não respeitaria um certo equilíbrio regional que os governos europeus gostam de manter. O maior problema de Mette Frederiksen é, no entanto, a sua política sobre a imigração e a economia, que está, por vezes, mais próxima do centro-direita do que do centro-esquerda. Não seria a candidata ideal, ao contrário do anterior primeiro-ministro português. António Costa precisava do apoio do Governo português, sem o qual não aceitaria a candidatura. Tem-no publicamente desde a noite de domingo. Luís Montenegro tem aproveitado todos os contactos que faz em Bruxelas com os seus parceiros do PPE para defender a candidatura de Costa.

Fuente